abaixo segue o texto que vem com o selo e a lista de inciações de blogs a recebê-lo. O selo ficará no layout do blog.
blogs que indico o selo:
Ao sentar na cadeira, a imaginação fértil e a possibilidade de criatividade percorre todas as glândulas e os hormônios incentivam os dedos já posicionados ao teclado! A verdade (tirando o fato de que ela em si não existe) é que são só besteiras de uma pessoa que se resume a um Fabuloso Destino... como o de Amelie... Sim, eu quero minha vida uma fábula!

Andando. O verbo no gerúndio para começar essa trajetória tem todo o sentido. É que pode não parece, mas um olhar sensível entre nós (leia-se, seres humanos) está em desenvolvimento. Contínuo, estamos em passos largos em direção a diferentes caminhos, alguns convergentes, muitos díspares, mas uma boa parte com destino ao bem-estar e à evolução. Esses trechos parecem positivistas, e os são na realidade, mas, de fato, uma marcha de cores, olhos, desafios, gritos e bandeiras diferentes pelas ruas de Belém nos fazem acreditar no que se acostumou chamar em Belém, na semana de 27 de janeiro à 1º de Fevereiro, de “um outro mundo possível”. É bem verdade que as notícias, o cotidiano, as perspectivas político-econômicas de futuro não parecem tão animadoras, mas a fé e a paixão daquelas pessoas pelos seus ideais me fez acreditar também.
Chegamos em Belém dois dias antes do Fórum. Isso para podermos participar do I Fórum Mundial de Mídia Livre, no qual, comunicadores, pensadores e ativistas do mundo inteiro discutia, antes mesmo do Fórum maior começar, o que podemos fazer para que o direito humano à comunicação previsto na Declaração Universal dos Direitos Humanos fosse respeitado e fortalecesse o respeito aos outros direitos fundamentais. Uma grande roda foi aberta, inclusive ostentando o banner que indicava a I Conferência Estadual de Comunicação do Pará. Muitas experiências interessantes e muitos pensamentos de futuro da comunicação como integradora e alicerce do desenvolvimento dos países latino-americanos foram expostos. Saldo de demandas e articulações a acontecerem 2009 afora.
E então começa o Fórum. Do mercado Ver-o-peso, uma caminhada de quase 100 mil pessoas colorem cada avenida. Gritos de ordem, camisas e faixas com dizeres, fotógrafos, câmeras e jornalistas de línguas bastante diferentes na tentativa de tornar memória aquele momento. O que nos rodeava, além dos olhares atentos das janelas de prédios, bancos, Mcdonalds entre outros, era a arquitetura pomposa daquela cidade. Nessa hora a emoção do estar junto já contaminava até a Praça São Braz, onde os jovens, os povos, os mundos de cultura povoaram o palco armado. No ápice do dia, diversas tribos indígenas da região amazônica tomaram o microfone e, em coro, cantaram o Hino Nacional Brasileiro, na língua deles. Nós? Acompanhamos em melodia e no choro nas faces. Outras tribos passavam pela gente no chão e o mundo rodou em nossas mãos. A bandeira do arco-íris estendida e a banca que vendia livros em cabides também foram exemplos marcantes. A cor amarela da luz indicava noite e estava aberta a liberdade de expressão e o desafio da convivência por um lugar melhor pra viver neste planeta.
As portas das salas das Universidades Federal Rural e Federal do Pará escondiam uma imensidão de questões que povoavam esferas de discussões tão próximas quanto absolutamente distantes de nossas realidades. A escolha era uma questão séria. Ir para a discussão sobre a comunicação para o desenvolvimento ou para questões de políticas públicas de juventude? Era tudo ao mesmo tempo e agora. Ao longo do caminho era encontrar pessoas, saber do outro de tão longe, agora tão perto. Era experimentar linguagens, comidas típicas (açaí com charque, maniçoba do Pará, Tacacá no Tucupi), olhares, artes e artesanatos, experimentar a sensação de descobrimento de si mesmo em que você tenta não se esbarrar.
No meio da estrada, entre uma sala e outra, era calor em princípio, até que, em qualquer momento no meio da tarde, uma chuva torrencial caia sobre nossas cabeças com direito a trovoadas e relâmpagos.
Molhados, continuávamos sedentos por mergulhar fundo naquela imersão sócio-cultural que nos convidava a conhecer mais profundamente rios de conhecimento do mundo inteiro. Então fui escolhendo aos poucos. Políticas públicas ibero-americanas de juventude, direito à comunicação, criminalização dos movimentos sociais, ouvir Marina Silva, entrar no stand dos 50 anos de Revolução Cubana... e outras tantas experiências.
Há muito também a se criticar do Fórum, é claro. Ainda não consegue ser propositivo, a organização desorganizada dos ambientes, a falta de concentração e dispersão que atrapalhava algumas atividades e algumas outras de ordem filosófica. Mas, o saldo foi positivo!











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Mais lisérgico que o ar é a não vontade. Parte do princípio estético de que não há primazia libertária nas construções simples que irriga os vícios, diria mais, vicissitudes da ilusão alheia. Nada de “simplicionismos” arcaicos. De volta ao lar de novas teorias, vale lembrar que a imensidão ideal era inquirida na mão dupla de meias inverdades contadas aleatoriamente. Na prática, move-se as idéias em espaços pouco místicos.
A balisa do estar/permanecer, o que remete diretamente ao espaço/tempo, até agora e aqui é a sensação de desconforto. Não se sentir integrado faz produções cinéticas de reações. Se minhas contas estiverem certas, não tem métrica possível nesse parágrafo pra criar alguma rima ritmada. Por isso esse parágrafo faz questão de reivindicar a intenção apenas dele enquanto agrupamento de símbolos em palavras. Nada mais.
Há rumores de que se exasperou o sentido de criar. A repetição das sinopses ou a intenção (ou intensão, semiologicamente falando) estaria em auge. Mas é preciso pensar que os links são efemeridades (?) e as velocidades, perdas exacerbadas de contemplação. Assim sendo, as novas modalidades do ler estão estritamente ligadas a uma conexão imediata e pouco interpretáveis. Da mesma forma que o amor, beleza, outros sentimentos contemporâneos.
Falta a tradução própria do sentido. Faz-se necessário criar outros personagens e descobrir os limites do que já pode ser visível. Eu não sou abstrato significativo, sou símbolo de pungente profusão de sentidos.

.quis incrementar o tempo com aberturas possíveis. em diálogos sensoriais e auto-explicáveis. talvez a solidão tenha dominado a face e o rubor esqueceu de mencionar a falta de lógica no pensar o caminho a seguir. e ainda tô a sentir os impactos do som. os vícios do desejo, as linguagens do meu gosto. aguçar a irritabilidade na agonia ou o prazer atônito do saciar. sintonia fina ou explícita, tanto faz. acabei sabendo que não mais me importa a plena embriaguez do tempo e mais. eu me vigio pra não me culpar pelos limites que ainda não sei de mim. me sustento pelas beiradas a cama, pelos lençóis macios, pelo ventilador que faz som e vento ao mesmo tempo na minha madrugada.
.quis salientar a paciência como manejo simbólico do sentir. inigualável sensação de compromisso com o respeito a si mesmo. alimentar a vivacidade do sonho com a descoberta de que as relações são políticas do amor. o lugar do escutar é aberto para novas e concretas frases substanciais. lucro ou construção colaborativa. ao me ver, me escuto sensorialmente, sozinho. daí, simples! eu lembrei que não tinha passado todo o tempo me olhando no espelho - os olhos alheios. parei de ficar observando os atos e de repente não estava sólido, mas ultrapassando as vicissitudes do espaço.
.quis me ver sensível, libertino e libertário com o compromisso da sinceridade. me ofereci como isca pro afeto e ainda estou a procura do fisgamento. se estou preso a pescarias? talvez aqui pudesse definir meu conceito de sorte... ao longo do tempo me imagino sensível aos batuques, robustos aos toques, aprazível no que se tange os acordes. e as falas são belos sons. da importância do dizer como antônimo de imaturidade. e ainda desenvolvo pensamentos em palavras, como uma conversa comigo, música para crescer.
.quis estar íntegro as misericórdias, mas sinto que não deveria querer de mim. ao colocar fo(m)nes no ouvido, há vontade de transcendência. eu queria estar um pouco melhor, ou seja, agarrado a consciência tranqüila do estar só, do amadurecimento que é lento, da conquista de uma sabedoria que se acomete nos aprofundamentos aos poucos..e mais um começo. restabelecer o óbvio como liberação de formas sem precedentes. ri e lembra que é conjunto de histórias. leia-se, novelas. se se observar percebe que nada mudou. naquele momento de noite, fantástico, continuava sozinho.
Ilustração: Igor Souza

