21 de junho de 2006

Abstrações Sensoriais


Encantado. Na solitude transversal aparente, um substrato impuro e nevrálgico. Quebra-cabeças de sentidos e sensações. Ao andar o tempo passa tranquilo por que é dia de céu claro e consequente transparência os seres que se vê. Todos maturando racionalizações possíveis na tentativa de compreender o que geralemnte é insignificável. Mais tarde, também, insignificante. O circulo intocável da legitimidade, do vício que lhe corta o vértice central. Aramados e adormecidos. Posto o que não lhe é sabedoria, a inverdade soa. Sonoramente. Uma antiposta e singela necessidade de aroma adocicada de fruta gerada do verde a inversão cristalina dos consentimentos. O primeiro argumento da sequência lógica construída para a defesa da idéia de estar por trás do óculos escuros, nariz de palhaço, máquina fotográfica, pinturas abstratas, lata de cerveja e palavras que não se encaixam.

Aceitou-se temporariamente a inferência inexata. O dia passa a ser verossimelhança do dispersar energia concreta, ou simplesmente, incoerente com o que se pode simbolizar de cotidiano. SE voou por meios naturais, ENTÃO construiu solenemente uma imagem pictória de atitude. Fica margeada no intelecto, tal como os barcos desbravados em cavernas com recheios ancestrais. A surpresa é baseada no impacto que causa a sinergia entre os corpos: o desejo. A partir disso o som! A espera emocionada que se corta pelo desprender vazio da lembrança da falta de comunicação. Mais intenso talvez. Da falta de combinação parental das almas colocadas em cheque.

Para antecipar a cordialidade do passo, a tal liberdade cria submundos internos baseados na arquitetura simplista da abstração e da espontaneidade. Uma assiduidade constante a revisita da forma imediatista de visualizar a atmosfera das relações mundanas. O jeito se classifica artificial e culturalmente pela intensidade do mergulho na atmosfera do esperar e do tentar decifrar. A forma, amistoso entre partes, galanteia o ostracismo. Libera a capacidade de mobilidade. Ao se perceber a intencionalidade dos gestos, sorri arbitrariamente, de forma básica e involuntária. Reação a positividade não positiva de emancipar-se. Balbucia alguma coisa, mas não tem mais o que dizer de si.

De uma forma, ou de outra, a literatura que se cria, fantasia uma transformação atípica e convergente da razão. O emocional se torna a ferramente característica que se relaciona com o poder da expressividade. Um momento marcante é o da angústia proveniente do deciframente de determinadas conclusões. Da opção da inferência inexata. SE sonha, ENTÃO matura a irrealidade e a utopia - o conceito que se usa aqui admite a probabilidade, a provisão e a projeção dos desejos: Sinergia entre os corpos.

A materialidade rotineira, a singularidade das escolhas, a funcionabilidade dos sentidos, a dimensão do prazer nas trocas, a intencionalidade dos ritmos, a manutenção da prática na rigidez das experiências de aprendizado. A vivacidade poética dos olhos a se encontrar, claramente identificados.

Ilustração :: Vânia Medeiros

2 comentários:

Anônimo disse...

É tão lindo te ver escrevendo cada vez melhor. Sua escrita ficou bem mais limpa, sem perder a densidade que lhe é de costume. Achei o texto incrível. E foi lindo ver assim, tão bem escritas e descritas coisas que tanto passam por minha cabeça e que eu nunca consigo colocar claramente... Méritos de quem domina a escrita causar essa sensação no leitor de "era justamente isso que eu queria dizer"... Muito bom!

Raiça disse...

ei... esse comentário aí de cima é meu... rsrs... É pq, pra variar, me embolei aqui hihi