
A aliança entre satisfação de permanecer e o medo de caminhar se estabelece na primeira piscada sensível de olhos ao acordar. No próximo instante, as cenas dos capítulos irão se transformar rapidamente em narrativas sem sentidos. Nem o da vontade culta de não ter sentidos. É como se já não tivesse a calma de esperar converter o rito no princípio concreto de cotidianidade. Uma espécie de vestígio de incapacidade tardia de conviver com a falta de liberdade do outro pra si.
iden- (t) - idade
A rapidez que as coisas vão tomando para si causa a ligeira sensação de que é inoportunoa percepção que se constrói do olhar para dentro. Em todo o caso, outros importantes espeços imagéticos já se preocupam em servir como paradigma pra construção das suas identidades. Ou como elas próprias.
O eu (?)
Se conseguisse se livrar da culpa imposta de não conseguir perceber o próprio desenvolvimento das idéias, estaria mais calmo agora. Nunca um olhar mais contemplativo foi atravancado pela sensibilidade no olhar a si mesmo.
É completamente compreensível o medo de destruir marcos e, mais, do medo do possível medo que talvez possa sentir.
Tudo seria mais fácil se tivesse água! Ou melhor. Todos os muros que ele construiu é pela imensa sensação de semi-árido no seu caminho de emoções. Como nenhum outro, ele é sertão! E no campo das emoções fica na perspectiva simbólica de tentar conviver com o semi-árido constante do seu coração!
E canta Maria Bethania...
"Amores são águas doces
paixões são águas salgadas
queria que a vida fosse
essas águas misturadas"
paixões são águas salgadas
queria que a vida fosse
essas águas misturadas"
Ilustração: Vânia Medeiros