7 de junho de 2008

traços de hipertensão crítica - enquanto eu escrevo.


Mais lisérgico que o ar é a não vontade. Parte do princípio estético de que não há primazia libertária nas construções simples que irriga os vícios, diria mais, vicissitudes da ilusão alheia. Nada de “simplicionismos” arcaicos. De volta ao lar de novas teorias, vale lembrar que a imensidão ideal era inquirida na mão dupla de meias inverdades contadas aleatoriamente. Na prática, move-se as idéias em espaços pouco místicos.


A balisa do estar/permanecer, o que remete diretamente ao espaço/tempo, até agora e aqui é a sensação de desconforto. Não se sentir integrado faz produções cinéticas de reações. Se minhas contas estiverem certas, não tem métrica possível nesse parágrafo pra criar alguma rima ritmada. Por isso esse parágrafo faz questão de reivindicar a intenção apenas dele enquanto agrupamento de símbolos em palavras. Nada mais.


Há rumores de que se exasperou o sentido de criar. A repetição das sinopses ou a intenção (ou intensão, semiologicamente falando) estaria em auge. Mas é preciso pensar que os links são efemeridades (?) e as velocidades, perdas exacerbadas de contemplação. Assim sendo, as novas modalidades do ler estão estritamente ligadas a uma conexão imediata e pouco interpretáveis. Da mesma forma que o amor, beleza, outros sentimentos contemporâneos.


Falta a tradução própria do sentido. Faz-se necessário criar outros personagens e descobrir os limites do que já pode ser visível. Eu não sou abstrato significativo, sou símbolo de pungente profusão de sentidos.


Ilustração: rainha das cabeças de Vânia Medeiros

6 comentários:

Zé Diego disse...

Bem vindo novamente.

.F Marques disse...

E quase que numa rapidez celestial tudo parece urgente e imediato, em média alto...

Larissa Santiago disse...

adoro quando vc faz sentidoOoO...
soledad!

Paulo Henrique disse...

Peguei-me numa mania de lê-lo...
Congrats! Estarei sempre de volta.
:)

Celine disse...

eu perco o sentido

Van disse...

"descobrir os limites do que já pode ser visível".

também grifei esse aqui no meu coração.