8 de julho de 2008

próximos sentidos... 1, 2 e 3!


Essa paisagem (o tempo) me remete a três sensações: coerência de sentido; desenvolvimento da análise; e veracidade do gostar.

coerência de sentido - momento em que enxergava com gosto de comida crua os passos a serem dados e as pequenas opções ao andar. Sugeri a mim que não ficasse olhando a liberdade como estrada sem gosto, mas como ilha e sua possibilidade de ponte. Daí entendi a liberdade como um outro lado apenas e o que fazia sentido era apenas ter a possibilidade de sair do lugar. Tinha pouca ciência, mas percepção de uma realidade vista pelas condições possíveis de uma íris, de uma experiência estética e de uma solidão racional. Desfalecia com os mistérios que poderiam haver ou as invisibilidades das difíceis consequências de uma escolha. Mas o lugar coerente de ser sincero faz com que o sentido de liberdade tome tento e daí se torna absoluto princípio em criação.

desenvolvimento da análise - o primeiro pulo não surtiu efeito. e pra ser sincero logo de cara, nenhum outro dará. o fato é que continuava a pular pela curiosidade do que tinha atrás do muro, mas muito mais pela necessidade de estar maior do que costumara. Não chegava a ser um vício simplesmente, mas uma arquitetura pungente de novas aquisições de reflexões acerca dos desejos que tivera anteriormente, até aquele momento. O lugar do fazer conexões era inevitável e imprescindível. Assim não se orgulhava de conseguir propor, mas de observar as possibilidades. Criar ambiências de naturalidades sensatas, como em caleidoscópio girador. Sem medo de contemplações, desenvolve o olhar com mais capacidade de parar um instante para ver.

veracidade do gostar -quanto tinha de sua própria imagem no espelho que observara há um tempo atrás? a reposta seria depender da quantidade de passado que decorrera até a pergunta? a leitura das diretrizes que marcam o corpo saciaria a dúvida? e a mensagem que se daria pelo olhar, originaria um outro ele ou uma outra provocação de como se concebe? ser verdadeiro consigo seria questionar-se sobre suas sensibilidades? curiosamente, teria mais possibilidades a vista? apontaria a partir do que olhara naquele espelho seus gostos, mesmo que as verdades parecessem cruéis? e os momentos deixariam que a vivacidade das vontades se tornassem criações sensíveis? no final de contas, daria uma pergunta como resposta.

Trocaria as numerações pela liberdade, pelos momentos e pela criação. mesmo que fosse dúvidas e mesmo que houvessem possibilidades. E outras sensações foram criadas...

3 comentários:

Fabrício Salim disse...

já foi orkut, fotolog e agora aqui! vou te encher de "parabéns pra vc, nesta data queridón"! =P
que as palavras continuem guiando seu caminho para a felicidade plena.

.F Marques disse...

gosto tanto de entrar aqui, ler e olhar um pedaço de ti, o que escorrega pelas palavras que libera no mundo.
abç

Larissa Santiago disse...

"condições possíveis de uma íris..."
perfect!
:*