22 de julho de 2008

.de quando senti minhas rasteiras nos meus pés.


.eu me violei novamente. passei a perna nos meus compromissos com meu destino. dei mais uma vez bola pra desejos e cai feito um patinho na seara da solidão. não que estar sozinho seja um fardo, mas isso já faz aniversário por aqui. eu me deparei com uma não vontade. um traço de insensibilidade com meus limites, uma infelicidade arregida pelos traços desconfortantes do espelho. entendo o motivo do não desejo, não aceito mais a ilusão como misericórdia. e me vi sem luz naquele lugar de ficção.

.criei anatomias diferenciadas pelo caminho. eram rastros de sensações como jumps, vazios, olvidar... um estranhamento inóspito. não quis mais o que eu era, mas como não tenho o que mudar, não quero mais esconder os limites. pronto, acabou o papo! e como as palavras também me traem, sei do meu boicote a mim e como sempre vou dormir sozinho, esperando que a noite não acabe ou que o dia não me venha com novos desejos, por favor.

.eu queria mesmo era colo, pra não precisar chorar sobre teclados, lençóis, nem rasgos profundos dentro de mim.

para Pablo Neruda com cópia à Carlos Castilho
do fotolog niltim: em palavras-cores

10 comentários:

.F Marques disse...

caminhar é o remédio mais difícil...

*Maína disse...

Gato,

Lindas as palavras, mas a vida é assim, temos que continuar.
Eu sou brasileira, não desisto nunca, hahahahaha
Acho maravilhoso tentar, porque pior que a dor da desilusão é saber que não tentamos.
Vamos sair por aí, quebrar a cara e ser feliz de vez em quando.
Um beijo enorme

Larissa Santiago disse...

"eu queria mesmo colo"

e tenho dito.

Lipe du disse...

Ser amigo e dizer palavras de incentivo às vezes não é o bastante...

Mesmo assim, e desta forma, e sempre, TE AMO mais uma vez!

Unvisibledog disse...

Tipo, é meio absurdo o tempo que eu levei pra vir responder a pergunta que você deixou no meu blog. Não sei porque esse troço não avisa sobre novos comentários, mas de qualquer maneira...
Eu gosto do Fabuloso destino de Amelie Poulain sim, só não acho que seja "a maior obra prima do cinema". Eu adorei a história do filme, as cores, as músicas!

Abraço! :)

Monica disse...

Me dá um certo sofrer ler essas suas palavras. Talvez porque eu me sinta assim também e acho um desperdício imenso alguém tão fabuloso e sensacional como vc sentir isso...mas é a vida...e o mundo não é fácil para os sonhadores...

Larissa Santiago disse...

boa viagemmmmm Niltinnn!

Celine disse...

Ninguem sabe a verdade.

Vida Oliveira disse...

Nada tão incomodo como esse seu sentimento. mas sei bem o que é isso.
muito bons os escritos, querido.

Nti Uirá disse...

já disse deste texto não é? Mas o que eu queria saber mesmo agora é...Como eu mudo de 'comentário' para um outro nome?

:)