10 de outubro de 2009

cotidianos desejos


Ato 1

Estava pronto. Parado em frente ao portão principal, estava na hora de mostrar a que veio nessa vida. Era completamente legítimo a sua investida, sua empreitada. Consegueria desde então se provocar no intuito de assumir outros papéis. Surpreendente, falaria em público sobre desenvolvimento de diretries políticas mais íntimas. Queria ter se preparado mais, mas sim, estava pronto - dizia. Sorria delicadamente por que tinha o interesse de evoluir e estava na hora exata para isso. Migrou seu destino para a razão que masi lhe importava, acreditava que saira do lugar no exato momento da emoção conflituosa, abriu o ferrolho, ouviu o zom trêmulo das grades se tocando, seus passos. Entrou...

Ato 2


Encostou os lábios atrás do lobo da orelha, pouco antes de chegar ao pescoço. Tinha suspirado. Arriscou um leve toque no rosto como se dissesse: quero sem muitas dúvidas. Deixou-se ser mordiscado de leve no queixo com poucos pêlos, enquanto mão direita firme na sua coxa. Então sua mão conduzia carícias nas costas por dentro da camiseta que subia automaticamente. Sentia volume em sua roupa de baixo, o outro também. Sangue. Movimento. Tronco nu, de costas, fungadas pela nuca, apertos e gemidos sutis. Agora nariz próximo ao umbigo...

Ato 3

Torcia para qualquer que fosse a falha no seu computador. Isso já que
as vezes vem consertar hardware, mas seu sorriso parece vírus que confunde meu software pessoal e mais íntimo. Sempre o vejo com olhos de virtude e ele, com jeito tímido, entende que toda vez que o chamo é como se abrisse um aplicativo de mídia social e nossas redes se encontrassem para troca de bits e com direito a uma boa memória. Aí, tenho que desligar o pc...

Foto: Guilherme Athayde

3 comentários:

Fernando Medeiros disse...

cláp! cláp! cláp!

muit bm meu filho!!

abraços

Larissa Santiago disse...

vírus da virtude

te amo

Vagarosa disse...

que lindo teu blog.