29 de maio de 2011

Continuismos...


Lagrou-se indispensável, como se a vontade de querer ser fosse maior do que perder a indentidade pela vontade de liberdade tardia ou compensatória, tanto faz. Só tentaria não tropeçar no que não fazia sentido para não adoecer. Difícil... Coloca um sorriso no rosto e anda pra frente, pois ainda há o amanhã (amanhã como lugar, espaço legítimo de aforismos).

Mandou flores para sua insegurança. Alimentando sonhos originais de aumentar auto-estima, concorrer em um concurso de miss, azeitar a imagem refletida no espelho.

Se propôs maior, lutando contra gigantes que ele mesmo criara minutos atrás (esse não há como fugir da temporalidade). Estava inquieto mas assim o era por natureza, então não o entendera diferente.

Olhou pro relógio que continuava da mesma forma, rodando, e ficou tranquilo.

Foto: Ceci Larea

3 comentários:

Larissa Santiago disse...

abstrato e lindo, como sempre!

Mônica Santana disse...

Gosto das flores para insegurança.

Celine Ramos disse...

E viu que continua.